Paulinho da Força: “Ou conversa ou fecha o Congresso”

autor Misto Brasília

Postado em 07/11/2018 17:19:38 - 17:16:00


Paulinho da Força disse que Bolsonaro deve apresentar sua proposta de Previdência/Arquivo

Deputado do Solidariedade disse que o presidente eleito tem dois caminhos a tomar com o Legislativo

O deputado Paulinho da Força (SD-SP) disse esta tarde que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) só tem dois caminhos a adotar com o Congresso Nacional. O primeiro é negociar e o segundo é fechar o Legislativo.

A declaração do presidente da Força Sindical é por conta da falta de interlocutores com o Parlamento. Da atual equipe de transição de governo, nenhum deles tem se mostrado com vontade de conversar com as bancadas. A estratégia tem sido falar diretamente com os parlamentares, o que pode se tornar um problema na próxima Legislatura, quando os interesses das bancadas, dos partidos, dos grupos políticos e das lideranças têm peso no voto de cada parlamentar.

Paulinho da Força previu que a proposta da reforma da Previdência do presidente Michel Temer (MDB) não será votada neste ano. “O Bolsonaro tem que apresentar a sua”. Pode até ser a de Temer, segundo o deputado, mas tem que dizer que “é a sua”. Segundo ele, até agora o presidente eleito não foi claro sobre a sua ideia de previdência. 

O deputado reafirmou que a Previdência do Regime Geral não gera déficit, mas o problema reside no sistema dos militares e dos servidores públicos. Há uma semana o general da reserva e vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, afirmou que a previdência dos militares precisa ser discutida.

Hoje pela manhã, Bolsonaro botou panos quentes na declaração do seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que cobrou uma “prensa” sobre parlamentares para aprovar a reforma da Previdência. “Não tem prensa, ninguém vai ser movido, ainda mais aqui em Brasília, o parlamentar tem completa independência. Ele (Guedes) usou, no meu entender, bem intencionado a palavra prensa... alguns podem querer de forma equivocada levar para outro lado, ninguém vai pressionar o parlamentar, nós vamos é convencê-los”, acrescentou.


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